A democrata socialista Angie Nixon venceu, de forma considerada surpreendente, as primárias do Partido Democrata para o Senado dos Estados Unidos na Flórida, realizadas na terça-feira (18). A disputa integra uma rodada de eleições internas em diversos estados antes do pleito de novembro, que definirá o controle do Congresso americano.
O resultado amplia uma sequência de vitórias de nomes progressistas em primárias democratas neste ano. A tendência reflete o fortalecimento da ala mais à esquerda do partido e a insatisfação de parte do eleitorado com as lideranças tradicionais.
Apesar do entusiasmo entre grupos progressistas, o avanço desses candidatos pode dificultar a estratégia democrata para tentar retomar o comando da Câmara e do Senado nas eleições de meio de mandato.
Na Flórida, Nixon derrotou Alex Vindman, ex-integrante da área de segurança nacional que ganhou projeção ao depor no Congresso durante o primeiro processo de impeachment de Donald Trump, em 2019. Vindman arrecadou 16 vezes mais recursos financeiros do que a adversária durante a campanha.
Aos 42 anos, Nixon tem atuação ligada ao movimento sindical da Flórida e protagonizou, neste ano, um protesto contra o redesenho dos distritos eleitorais no Legislativo estadual, quando interrompeu uma votação usando um megafone rosa.
A eleição geral na Flórida é considerada difícil para os democratas, diante da consolidação do avanço republicano no estado nos últimos anos. Em novembro, Nixon enfrentará a senadora republicana Ashley Moody. A vaga corresponde aos dois anos restantes do mandato anteriormente ocupado por Marco Rubio, atual secretário de Estado no governo Trump.
No Alasca, a democrata Mary Peltola recebeu mais votos do que o senador republicano Dan Sullivan nas primárias apartidárias do estado para o Senado. Os democratas avaliam a disputa como uma das oportunidades para conquistar parte das quatro cadeiras necessárias para assumir o controle da Casa, formada por 100 senadores.




