MJSP anuncia início das operações do Centro de Inteligência Prisional em agosto

**Centro Nacional de Inteligência Penal deve começar a operar ainda neste mês**

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou nesta quarta-feira (19) que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) entrará em funcionamento ainda em novembro.

A estrutura reunirá áreas de inteligência das polícias penais federal, estaduais e do Distrito Federal. A iniciativa pretende padronizar procedimentos de segurança e impedir que crimes sejam planejados ou coordenados de dentro de presídios.

Criado em junho pela Portaria Ministerial nº 1.234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, vinculado ao programa Brasil Contra o Crime Organizado.

O centro será responsável pela coordenação da Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen). Entre as atribuições estão a coleta, integração e compartilhamento de dados de inteligência penal, o acompanhamento de crises no sistema carcerário e o apoio técnico à Secretaria Nacional de Políticas Penais e aos governos estaduais.

A medida faz parte da estratégia federal para restringir a comunicação entre integrantes de facções criminosas, especialmente por meio do combate à entrada e ao uso ilegal de telefones celulares em unidades prisionais.

Durante coletiva sobre ações contra crimes relacionados a aparelhos celulares, o ministério apresentou dados da Operação Última Chamada, realizada entre 10 e 19 de agosto. Segundo a pasta, foram recuperados 6.052 celulares e registradas 97 prisões em flagrante.

A operação também fiscalizou 227 estabelecimentos comerciais e encaminhou mais de 33 mil alertas a pessoas identificadas com aparelhos considerados irregulares.

No sistema penitenciário, ações conduzidas entre maio e agosto pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, em parceria com estados e Distrito Federal, resultaram na apreensão de 2.254 telefones. As operações vistoriaram cerca de 9,9 mil celas em 295 presídios do país.

Dados divulgados pelo ministério apontam ainda redução de 4,5% nos registros de roubos e furtos de celulares. Os casos passaram de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026.

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