**Calor provocou mais de 2,1 mil mortes na Espanha em agosto, apontam dados oficiais**
A Espanha registrou 2.149 mortes associadas ao calor em agosto, segundo o sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, conhecido como MoMo. O total é o segundo maior para o mês desde o início da série histórica, em 2015.
O número ficou abaixo apenas do recorde de agosto de 2024, quando foram contabilizadas 2.184 mortes relacionadas às altas temperaturas.
Entre 15 de maio e 31 de agosto, o país acumulou 5.234 óbitos atribuídos ao calor. Trata-se do maior resultado para esse intervalo desde a criação do sistema de acompanhamento, mesmo sem a inclusão dos dados de setembro.
A Catalunha concentrou a maior parte das mortes registradas em agosto, com 1.164 casos. Em seguida aparecem as regiões de Valência, com 227 óbitos, e Andaluzia, com 138.
Do total de vítimas no mês, 1.283 eram mulheres e 866 eram homens. Pessoas com mais de 65 anos representaram 2.064 dos mortos, incluindo 1.285 idosos acima de 85 anos.
Temperaturas extremas podem causar insolação e agravar problemas cardiovasculares e respiratórios, com maior risco para a população idosa.
A agência meteorológica espanhola Aemet prevê um novo período de calor acima do normal no início de setembro. A expectativa é de que as temperaturas ultrapassem 35°C em grande parte do interior do país, além de noites tropicais, com mínimas superiores a 20°C.




