### Festival de literatura indígena reúne escritores e atividades em aldeia Pataxó na Bahia
A quinta edição do Caju de Leitores começa nesta quarta-feira (2), na Oca Tururim, localizada na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, no sul da Bahia. Considerado o primeiro festival de literatura indígena do país, o evento segue até sexta-feira (4), com entrada gratuita.
A programação inclui rodas de conversa, narração de histórias, ações educativas e apresentações culturais. A Oca Tururim, onde ocorre o encontro, é um espaço voltado à preservação da cultura do povo Pataxó.
Entre os nomes confirmados estão a argentina Mariela Tulián, primeira convidada latino-americana a participar do festival; Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti de 2023 na categoria Fomento à Leitura; e Auritha Tabajara, escritora e contadora de histórias apontada como a primeira mulher indígena a publicar literatura de cordel no Brasil.
O tema desta edição é “Um Manifesto de Bichos”. A proposta destaca a presença dos animais nas narrativas, memórias e conhecimentos transmitidos entre gerações do povo Pataxó.
O festival foi criado em 2022 com a finalidade de incentivar a leitura nas comunidades indígenas, aproximar escritores e fortalecer a relação entre escolas e literatura. Neste ano, ações itinerantes realizadas em escolas indígenas de Porto Seguro antecederam a programação principal.
A homenageada da edição é Maria Coruja, anciã e liderança Pataxó. Cantora, compositora, artesã e guardiã da memória de seu povo, ela sobreviveu ainda na infância ao episódio conhecido como Fogo 51, marcado por violência contra a população indígena Pataxó. Maria Coruja também é reconhecida como uma referência do samba indígena.




