**Doenças inflamatórias intestinais atingem cinco vezes mais brasileiros do que em 2012**
O número de pessoas com doenças inflamatórias intestinais (DII) no Brasil passou de 30 para 158 por 100 mil habitantes entre 2012 e 2025, um aumento superior a cinco vezes. Os dados fazem parte de um estudo apresentado no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, realizado em Balneário Camboriú (SC).
Com base em registros do Sistema Único de Saúde (SUS), a pesquisa também identificou crescimento no número anual de novos diagnósticos: de 9,35 para 12,34 casos por 100 mil habitantes no período.
O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em colaboração com equipes de outras instituições brasileiras e da Universidade de Calgary, no Canadá.
Entre as DII estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Essas condições provocam inflamação crônica no intestino e estão associadas a uma resposta inadequada do sistema imunológico. Seu desenvolvimento envolve fatores genéticos e ambientais.
O estudo projeta que, em 2035, os novos diagnósticos poderão chegar a 22,7 por 100 mil habitantes ao ano. A estimativa para o total de pessoas com essas doenças é de 264 por 100 mil habitantes, cerca de 67% acima do nível registrado em 2025.
As DII não têm cura. O tratamento busca controlar a inflamação e os sintomas, e o custo dos medicamentos pode chegar a R$ 500 mil por paciente ao ano.




