Da jornada sem limites ao debate sobre o fim da escala 6×1: entenda a evolução do trabalho

# Fim da escala 6×1 amplia descanso semanal no Brasil

O Congresso Nacional promulgou, em 2026, a emenda constitucional que extingue a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. A mudança assegura dois dias de folga por semana e altera uma forma de organização da jornada comum em setores como comércio e serviços.

A nova regra integra uma trajetória de mais de um século de reivindicações por limites ao tempo de trabalho. Antes da formação da legislação trabalhista, a economia brasileira se apoiou por cerca de 400 anos no trabalho de pessoas escravizadas. O trabalho livre e remunerado passou a predominar há pouco mais de um século.

Em 1912, a Confederação Brasileira do Trabalho já defendia jornadas de oito horas diárias e semanas de seis dias. A pauta também incluía salário mínimo, indenização por acidentes, seguro para doenças e pensão na velhice.

A regulamentação ganhou estruturas federais com a criação do Departamento Nacional do Trabalho, em 1918, e do Conselho Nacional do Trabalho, em 1923. Em 1930, foi criado o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. A Justiça do Trabalho começou a funcionar em 1941, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) reuniu a legislação da área em 1943.

Durante boa parte do século 20, o limite legal da jornada foi de 48 horas semanais. A Constituição de 1988 reduziu esse teto para 44 horas, mantendo o máximo de oito horas por dia. A emenda promulgada em 2026 acrescenta a garantia de dois dias de descanso semanal a essa sequência de mudanças.

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