**Polícia investiga fraudes bancárias com prejuízo de R$ 1,27 milhão**
Uma investigação da Polícia Civil de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, apura a atuação de um grupo suspeito de causar prejuízos de R$ 1,27 milhão com fraudes bancárias. Segundo os investigadores, os envolvidos utilizaram cerca de 2,7 mil linhas telefônicas para aplicar os golpes.
O caso que deu início à apuração envolve um homem de 80 anos que perdeu R$ 180 mil. Os suspeitos se apresentaram como funcionários de um banco, alegaram haver um problema na conta da vítima e a induziram a fazer uma transferência.
A operação inclui cinco mandados de busca e apreensão em Poá e Embu das Artes, na Grande São Paulo, além de Planaltina, em Goiás, e Brasília. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 180 mil para tentar ressarcir o idoso.
As buscas procuram documentos, celulares, computadores e outros materiais que ajudem a identificar os envolvidos e possíveis novas vítimas.
**Como funcionam os golpes**
A engenharia social, método que usa a manipulação das vítimas para obter dados ou induzir transferências, responde por 40% das fraudes financeiras no Brasil, segundo reportagem da Agência Brasil. Uma das práticas é o falso atendimento bancário: o criminoso informa sobre uma suposta transação suspeita e orienta a pessoa a seguir procedimentos para “proteger” a conta. A abordagem também pode ocorrer por e-mail, WhatsApp ou ligação.
Entre as ferramentas de proteção disponíveis, o Banco Central oferece o BC Protege +, pelo qual o cidadão pode registrar que não deseja abrir contas em instituições financeiras. Já o Registrato permite consultar informações financeiras, como chaves Pix cadastradas, pendências e contas abertas em nome do usuário.




