Encontro apresenta tecnologias para aumentar a produtividade da mandioca

# Pesquisa avalia nova opção de mandioca para produtores de Mato Grosso do Sul

O clone de mandioca de mesa IAC 265-97 foi apresentado durante o Dia de Campo da Mandioca, realizado na quinta-feira (29), em Campo Grande. Desenvolvido em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o material ainda está em fase experimental e poderá se tornar uma opção para agricultores de Mato Grosso do Sul após a conclusão dos testes e do processo de registro.

Para ser reconhecido como cultivar, o clone precisa passar por avaliações comparativas de produtividade, qualidade das raízes e adaptação às condições de cultivo. Os experimentos devem ser repetidos por pelo menos três anos.

O Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer (Cepaer) acompanha atualmente 14 cultivares de mandioca em campo. Cinco delas se destacaram pela adaptação ao solo e ao clima do estado e foram apresentadas no evento. Entre as opções está a BRS 429, desenvolvida pela Embrapa.

A programação reuniu cerca de 200 agricultores familiares, técnicos, pesquisadores e estudantes de diferentes municípios. Organizado pelo governo estadual, por meio da Agraer e da Semadesc, em parceria com o Senar, o encontro teve quatro estações tecnológicas. As atividades abordaram variedades de mandioca de mesa, mecanização, controle de pragas com drones e manejo de plantas daninhas. A prevenção contra a mosca-branca também esteve entre os temas tratados.

Segundo dados do IBGE, Mato Grosso do Sul produziu 1.507.693 toneladas de mandioca em 2025, em 62.546 hectares colhidos. O valor da produção chegou a R$ 871,588 milhões, com rendimento médio de 24 toneladas por hectare. Itaquiraí lidera a produção estadual, enquanto Sidrolândia se destaca pela presença de agricultores familiares e agroindústrias de beneficiamento da raiz.

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