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quinta-feira, junho 25, 2026

Padilha afirma que vacinação está vencendo a batalha

O Ministério da Saúde registra aumento da cobertura vacinal dos 16 imunizantes obrigatórios desde 2023, mas aponta desafios ligados ao negacionismo e à disseminação de informações falsas sobre vacinas.

Para enfrentar a desinformação, o ministério atua em conjunto com a Advocacia-Geral da União em ações judiciais que miram a divulgação de notícias falsas, incluindo casos envolvendo profissionais de saúde e a comercialização de cursos antivacinação.

No sábado (13), o estado de São Paulo confirmou o segundo caso de sarampo no ano: um homem não vacinado que havia viajado para o exterior. Todos os demais 36 registros da doença no país neste ano também tiveram origem em infecções adquiridas fora do Brasil.

Sem evidência de circulação interna do vírus, o Brasil mantém o certificado de país livre do sarampo. A situação contrasta com 2019, quando a perda da certificação ocorreu após a notificação de 21,7 mil casos.

O ministério prevê que 2025 fechará com cobertura vacinal superior à de 2024. No ano passado, foi registrado crescimento de 180% no número de municípios que alcançaram a meta de 95% de imunização do calendário essencial.

Sobre a dengue, a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan foi registrada pela Anvisa no dia 8. O Ministério da Saúde projeta iniciar a vacinação de profissionais de saúde até o fim de janeiro de 2026, com continuidade em fevereiro e março, para aumentar a proteção antes do período crítico da doença.

Cidades-piloto para o início do plano nacional de imunização contra a dengue serão Botucatu (SP) e Maranguape (CE), em ações de aceleração enquanto a produção é ampliada para atender toda a população.

Especialistas citados pelo ministério estimam que a vacinação de cerca de 40% da população de uma cidade pode contribuir para o controle da dengue local.

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