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sexta-feira, maio 1, 2026

Banco Mundial aponta o Nordeste como peça-chave para o desenvolvimento do Brasil

Com cerca de 54 milhões de habitantes, dos quais 80% são jovens ou pessoas em idade ativa, o Nordeste tem potencial para contribuir de forma decisiva no desenvolvimento do Brasil. É essa a avaliação do Banco Mundial no relatório Rotas para o Nordeste: Produtividade, Empregos e Inclusão, divulgado no início do mês.

O estudo indica que a região pode ampliar a geração de empregos e reduzir desigualdades em relação às demais partes do país ao concentrar esforços em setores em expansão, como manufatura e serviços. Investimentos em infraestrutura, incluindo parcerias público-privadas, também são apontados como essenciais para acelerar esse processo.

Houve avanços em capital humano, com aumento da escolaridade, sobretudo entre os jovens. A proporção de trabalhadores com diploma universitário subiu de 9,1% em 2012 para 17% em 2023, segundo o relatório.

Ainda assim, o Banco Mundial ressalta que a melhoria da qualificação não se traduziu plenamente em melhores empregos e renda. Entre 2012 e 2022, a taxa média de desemprego na região permaneceu em 12% e a informalidade chegou a 52%, patamares superiores aos observados em outras regiões do país.

O documento destaca o papel do Nordeste na transição energética do Brasil: a região responde por 91% da produção de energia eólica e 42% da energia solar do país. Essa posição favorável abre espaço para um crescimento industrial mais sustentável e para exploração de setores emergentes, como o hidrogênio verde.

Entre as recomendações do relatório estão a melhoria dos sistemas de intermediação de mão de obra para conectar trabalhadores a vagas e o foco em indústrias com maior potencial de geração de empregos de qualidade.

O Banco Mundial também defende políticas voltadas a ampliar a inclusão no mercado de trabalho. Atualmente, a taxa de participação feminina na força de trabalho no Nordeste é de 41%, contra 52% no restante do Brasil.

Para dinamizar o ambiente de negócios, o relatório sugere estímulo ao empreendedorismo e atração de investimentos. Medidas citadas incluem simplificação de procedimentos para abertura de empresas, redução de burocracia administrativa, promoção da concorrência e diminuição da dependência de subsídios fiscais, que tendem a reduzir produtividade e concentrar mercados.

A modernização da infraestrutura aparece como prioridade, com necessidade de aportes em rodovias, ferrovias, redes digitais e serviços de água e saneamento.

Por fim, o relatório ressalta a importância de planejamento e fiscalização rigorosos para garantir impactos positivos dos projetos e incentiva a participação do setor privado, por meio de parcerias bem estruturadas, para financiar e executar obras de maior escala.

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