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quinta-feira, janeiro 22, 2026

Falece Lindomar Castilho, o “Rei do Bolero”, condenado por feminicídio

Morreu neste sábado (20) o cantor Lindomar Castilho, aos 85 anos. Conhecido como o “Rei do Bolero”, ele tornou-se figura proeminente na música popular brasileira dos anos 1970 e também ficou marcado por um crime que chocou o país.

A informação sobre o falecimento foi divulgada pela filha do cantor, a coreógrafa Lili de Grammont, em uma publicação nas redes sociais. A família não informou a causa nem o local da morte.

Castilho viveu recluso desde que deixou a prisão na década de 1990, mas continuou a gravar e lançou um álbum ao vivo nos anos 2000.

Biografia e carreira
Nascido Lindomar Cabral, em Rio Verde (GO), em 1940, lançou o primeiro LP, Canções que não se Esquecem, em 1962. Consolidou-se como intérprete de boleros e sambas-canções e, na década de 1970, figurou entre os maiores vendedores de discos no Brasil, com gravações também lançadas nos Estados Unidos.

Seu maior sucesso foi a canção Você é doida demais, que posteriormente virou tema de abertura da série de TV Os Normais, da TV Globo.

Relacionamento e crime
Castilho conheceu a cantora Eliane de Grammont nos corredores da gravadora RCA. O casal se casou em 1979, após dois anos de namoro, e teve uma filha, Lili.

O casamento terminou no ano seguinte, em meio a denúncias de agressividade, crises de ciúme e problemas com alcoolismo por parte de Castilho. Em 30 de março de 1981, durante uma apresentação de Eliane na casa de shows Café Belle Epoque, em São Paulo, o cantor disparou contra ela, atingindo-a com cinco tiros nas costas. O namorado de Eliane, Carlos Randall, também foi ferido por um dos disparos.

Castilho foi preso em flagrante e, em júri popular, condenado a 12 anos de prisão. A filha do casal tinha cerca de 2 anos de idade quando a mãe foi assassinada.

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