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terça-feira, maio 12, 2026

Exportações de serviços batem novo recorde: US$ 51,8 bilhões em 2025

As exportações brasileiras de serviços atingiram US$ 51,83 bilhões em 2025, com 65% desse total concentrado em serviços digitais. O dado consta do Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado no dia 28 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A nova ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferente da balança comercial de mercadorias, que já conta com estatísticas detalhadas, o comércio de serviços no país passava a ser divulgado apenas de forma agregada pelo Banco Central.

O painel toma como base as informações primárias do Banco Central e integra agora o conjunto de estatísticas oficiais publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A plataforma soma-se ao ecossistema digital do ministério, que inclui outras ferramentas com gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secex, o ComexVis Serviços foi concebido para ampliar a transparência dos dados, qualificar o debate público e apoiar a formulação de políticas de competitividade do setor. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações manufatureiras brasileiras corresponde a serviços incorporados aos produtos.

Mesmo com o recorde nas exportações de serviços, o Brasil mantém déficit crônico no balanço do setor. Em 2025, o país importou US$ 104,77 bilhões em serviços, resultando em um saldo negativo de US$ 52,94 bilhões. Somadas às remessas de lucros para o exterior, as contas externas fecharam o ano com déficit de aproximadamente US$ 68,79 bilhões.

Parte desse rombo foi compensada pelo superávit da balança comercial de bens, de cerca de US$ 68,29 bilhões. Sem esse resultado positivo do comércio de mercadorias, o déficit externo poderia ter sido muito maior. Déficits nas contas externas tornam o país mais dependente de recursos financeiros externos, como capitais de mercado e investimentos estrangeiros diretos (IED).

Em 2025, o investimento estrangeiro direto somou aproximadamente US$ 77,68 bilhões, o maior montante desde 2014, o que ajudou a cobrir o déficit externo. Analistas e autoridades apontam que o aumento das exportações de serviços pode contribuir para reduzir essa dependência de capitais externos.

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