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sábado, fevereiro 7, 2026

Como ter um sono de melhor qualidade: dicas práticas

Pela primeira vez, o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, incluiu questões sobre o sono na pesquisa com a população das capitais e do Distrito Federal.

Os resultados mostram que 20,2% dos adultos entrevistados dormem menos de seis horas por noite, limite considerado mínimo pela Organização Mundial da Saúde. Além disso, 31,7% apresentaram ao menos um sintoma de insônia. A prevalência de sintomas foi maior entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%).

A pesquisa relaciona a privação de sono a sintomas como maior cansaço, dores de cabeça, ansiedade e irritabilidade. Entre os determinantes apontados estão fatores psicossociais ligados ao ritmo de vida contemporâneo, bem como mudanças hormonais em fases como a perimenopausa e a menopausa, que podem afetar a qualidade do sono feminina.

Para promover noites mais reparadoras, são apontadas medidas de higiene do sono: reduzir a exposição a telas que emitem luz azul antes de dormir, diminuir a luminosidade do ambiente e garantir silêncio e condições adequadas para o descanso. É recomendado também investigar distúrbios específicos, como apneia do sono, e buscar orientação profissional quando necessário. Atividades prazerosas, convívio social, prática regular de exercícios e alimentação equilibrada podem contribuir para a melhora do sono.

No campo da nutrição, o levantamento destaca fatores alimentares que prejudicam o sono: consumo excessivo de bebidas com cafeína (café, refrigerantes à base de cola), ingestão de álcool, açúcares em excesso e refeições muito gordurosas ou ricas em sódio. Esses hábitos podem comprometer a indução e a manutenção do sono, além de provocar despertares noturnos por sede ou necessidade de urinar.

Também são apontadas recomendações práticas: evitar refeições pesadas perto da hora de dormir e, quando necessário, optar por ceias leves com alimentos fonte de triptofano e magnésio — como banana, aveia, kiwi e leite — que favorecem a produção de serotonina e melatonina. Alimentos como abacate, sementes de girassol e de abóbora, cereais integrais e mingau de aveia também aparecem como opções que podem colaborar com a qualidade do sono. A retirada total de carboidratos no jantar pode prejudicar a produção de neurotransmissores envolvidos no sono.

Por fim, a pesquisa reforça a relação entre sono e metabolismo: a regularidade do sono participa da regulação dos hormônios da fome e da saciedade. A privação de sono pode aumentar a ingestão calórica no dia seguinte — estimada em até 500 calorias — e estimular a preferência por alimentos ricos em gordura e açúcar, o que tem implicações para o controle de peso e a saúde geral.

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