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segunda-feira, junho 8, 2026

Polícia desvenda caso “Cão Orelha” com ajuda de imagens e dados de celular

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre as agressões que levaram à morte do cão Orelha e pediu a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos no caso.

Foram examinadas mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras e ouvidas 24 testemunhas. Embora não exista registro do momento do ataque, as gravações permitiram identificar as roupas usadas pelo menor e confirmar que ele deixou o condomínio onde mora nas primeiras horas do dia do crime.

A apuração também utilizou tecnologia estrangeira. Um software francês de localização de celulares, cruzado com as imagens de vigilância, indicou que o adolescente saiu do condomínio às 5h25 do dia 4 de janeiro e foi até a Praia Brava. Ele retornou ao local às 5h58, na companhia de uma jovem. Outro programa, de origem israelense, foi empregado para recuperar dados apagados de aparelhos celulares.

O depoimento do menor revelou contradições em relação à sua versão de não ter saído de casa naquela madrugada. A polícia já dispunha de registros do controle de acesso, imagens do moletom e do boné usados e relatos de testemunhas que apontavam sua saída do condomínio.

Após o ataque, o adolescente viajou aos Estados Unidos para visitar a Disney e retornou ao país em 29 de janeiro, quando a polícia o aguardava no aeroporto. Na chegada, um parente tentou ocultar o boné e alegou que o moletom da bagagem havia sido adquirido no exterior, itens que, segundo a investigação, coincidem com os utilizados no dia do crime.

Com as provas reunidas, a autoridade policial solicitou a internação do responsável identificado. Outros três adultos ligados aos quatro adolescentes foram indiciados por coação a testemunha.

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