Delegações de Cuba e dos Estados Unidos se reuniram em Havana nesta segunda-feira (20) para tratar da agenda bilateral, com ênfase na demanda cubana pelo fim do embargo energético.
Pela parte norte-americana participaram secretários‑adjuntos do Departamento de Estado. A delegação cubana atuou em nível de vice‑ministro das Relações Exteriores.
As conversas foram realizadas com discrição, devido à sensibilidade dos temas em pauta. A prioridade declarada por Havana durante a sessão foi o levantamento das restrições que afetam o combustível destinado à ilha.
O encontro ocorre no contexto de uma medida tomada em 29 de janeiro pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, que declarou estado de emergência nacional em relação a Cuba. A ordem executiva ampliou mecanismos para sancionar países que forneçam petróleo direta ou indiretamente à ilha, medida que contribuiu para a escassez de combustível e afetou serviços e a rotina da população cubana.
O governo de Cuba reiterou disposição para o diálogo com Washington, condicionada ao respeito à soberania e à não intervenção nos assuntos internos.
O presidente Miguel Díaz‑Canel concedeu entrevistas recentes a veículos internacionais, segundo registros da imprensa, sem que novos acordos tenham sido anunciados após a reunião em Havana.




