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terça-feira, abril 21, 2026

MS Supera amplia acesso à educação e conta com mais de 150 estudantes indígenas

O MS Supera, programa do Governo de Mato Grosso do Sul coordenado pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), atende atualmente 158 estudantes indígenas com benefício mensal de R$ 1.621. Entre esses beneficiários, 155 cursam ensino superior e três realizam cursos técnicos.

A iniciativa terá expansão neste ano: o objetivo é contemplar 2.500 alunos, número recorde que inclui indígenas e não indígenas. Para isso, a Sead abriu processo seletivo com 6.094 inscrições. Ao final da seleção, 1.491 candidatos foram habilitados; a secretaria trabalha ainda no preenchimento de 600 vagas e na constituição de cadastro de reserva.

Entre os beneficiários está uma estudante indígena de 38 anos, mãe solteira, da etnia Kinikinau, residente em Anastácio. Ela está matriculada no curso de Geografia (licenciatura) no campus II da UFMS em Aquidauana. O recurso recebido pelo programa permitiu a aquisição de um notebook e a cobertura de despesas relacionadas aos estudos e à família.

Regras de elegibilidade do MS Supera incluem: renda individual de até 1,5 salário mínimo para quem mora sozinho, ou renda familiar de até 3 salários mínimos; matrícula ou aprovação em curso técnico ou superior presencial ou EAD autorizado pelo MEC; e vínculo com instituição que possua polo em Mato Grosso do Sul.

Outros critérios exigidos são não ter concluído curso superior; residir em Mato Grosso do Sul por mais de dois anos; estar inscrito no CadÚnico; não acumular outro benefício similar; não apresentar mais de quatro reprovações no curso; e não ter outro familiar já contemplado pelo MS Supera.

A reportagem também relata questões sobre identificação étnica. A etnia Kinikinau foi, em parte, registrada como Terena em documentos oficiais devido à ausência de aldeias Kinikinau. Estima-se que cerca de 600 pessoas de origem Kinikinau vivam nos territórios Kadiweu e Terena. O artigo descreve ainda que movimentos de migração de famílias ocorreram historicamente entre municípios como Bonito e Anastácio por motivos educacionais, resultando em trajetórias de ascensão escolar entre descendentes.

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