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sexta-feira, maio 1, 2026

Fim da jornada 6×1: prioridade ao descanso e à família

O fim da escala 6×1 foi uma das pautas centrais das manifestações de trabalhadores no 1º de Maio. Movimentos e categorias reivindicam mais tempo livre para a família, para as tarefas domésticas e para atividades de lazer, como pequenas viagens. No Congresso Nacional, várias propostas que tratam do tema tramitaram nos últimos meses.

Reportagens junto a trabalhadores que cumprem a jornada 6×1 indicam que a folga semanal costuma ser utilizada para resolver pendências domésticas e cuidados com filhos, o que limita o descanso e o tempo de convívio familiar. Profissionais ouvidos pela reportagem afirmaram também que, em empresas que passaram a adotar o regime de dois dias de folga, houve aumento da jornada diária — citou-se, por exemplo, turnos de até 11 horas para adequar-se ao esquema cinco por dois.

A pauta tem repercussão em diferentes regiões do país, com relatos semelhantes entre comerciários, garçons, cabeleireiros e outras categorias que atuam na escala 6×1.

Propostas em tramitação
– PEC 221/19 (deputado Reginaldo Lopes, PT-MG): prevê redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, com transição ao longo de dez anos.
– PEC apensada 8/25 (deputada Erika Hilton, PSOL-SP): propõe semana de quatro dias de trabalho, com limite de 36 horas.
– Projeto de lei do Executivo (enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva): propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL foi encaminhado com pedido de urgência constitucional, o que exige votação em até 45 dias sob pena de trancar a pauta da Câmara.

O governo incluiu o fim da jornada 6×1 entre as prioridades de sua agenda trabalhista. Parlamentares e autoridades acompanham as propostas, e a expectativa é de que haja movimentação nos próximos dias no Congresso.

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