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sábado, maio 9, 2026

Alunos da USP mantêm ocupação da reitoria e pedem retomada do diálogo

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantiveram nesta sexta-feira (8) a ocupação do prédio da reitoria, na zona oeste da capital paulista. O grupo exige a retomada do diálogo com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado e afirma que a negociação foi encerrada pela administração sem atendimento a uma série de demandas.

A mobilização começou na quinta-feira (7) e reúne reivindicações ligadas à permanência estudantil, às moradias e aos restaurantes universitários. Entre os principais pontos está a ampliação do valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), além de melhorias no Conjunto Residencial da USP (Crusp) e nos bandejões.

Em manifestação divulgada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), os alunos dizem que a ocupação foi motivada pela precarização das condições de permanência na universidade. O texto cita falta de água e presença de mofo nos apartamentos do Crusp, além de problemas recorrentes na alimentação oferecida nos restaurantes universitários.

Segundo os estudantes, a proposta apresentada pela reitoria na semana passada foi de reajuste de R$ 27 no benefício integral do PAPFE e de R$ 5 no valor parcial. Atualmente, o auxílio é de R$ 885 para quem recebe o valor cheio e de R$ 320 para os contemplados com a faixa parcial.

Os alunos também afirmam que a USP terá orçamento de cerca de R$ 9 bilhões em 2026 e lembram a aprovação, em março, de uma bonificação de R$ 240 milhões para professores. Para o grupo, os recursos disponíveis deveriam contemplar também outras pautas da comunidade estudantil.

A ocupação, segundo os manifestantes, só será encerrada quando a reitoria aceitar reabrir as conversas.

Em nota, a reitoria da USP afirmou lamentar a escalada de violência que resultou na invasão do prédio principal e informou ter acionado as forças de segurança pública para impedir a ocupação de outros espaços e evitar mais danos ao patrimônio. Antes do ato, a administração universitária havia divulgado que reuniões realizadas desde 14 de abril somaram cerca de 20 horas de negociação e resultaram em avanços para estudantes de todos os campi.

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