A apuração sobre a explosão de uma tubulação no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, deve apontar as causas do acidente e eventuais falhas na operação, segundo a Comgás. O incidente ocorreu na tarde de segunda-feira (11) e deixou dezenas de casas danificadas. Um homem de 49 anos morreu, três pessoas ficaram feridas e cinco imóveis já foram condenados à demolição.
Moradores disseram ter sentido forte cheiro de gás cerca de três horas antes da explosão. O caso mobiliza a concessionária e órgãos envolvidos na resposta à ocorrência, que ainda investigam a sequência dos acontecimentos.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (13), representantes da Comgás e da Sabesp afirmaram que as empresas seguiram protocolos de segurança e que a análise vai considerar diversos fatores, como tempo de acionamento das equipes, atuação das terceirizadas e relatos de moradores. A Comgás informou ainda que possui metas regulatórias para atendimento em emergências e disse que a investigação precisa ser conduzida com rigor.
A possibilidade de evacuação dos imóveis quando a equipe chegou ao local não foi esclarecida pela empresa.
Outro ponto discutido na coletiva foi o mapeamento do solo antes das intervenções na via. A Comgás informou que há alinhamento prévio entre as companhias em áreas com redes compartilhadas. A Sabesp afirmou que o procedimento de marcação do solo foi feito e que havia atuação conjunta das equipes no local.
As empresas também oferecem auxílio emergencial de R$ 5 mil às famílias atingidas. O benefício não substitui o ressarcimento pelos prejuízos materiais, que também deverá ser pago posteriormente. Segundo a Sabesp, o número de famílias atendidas com a ajuda emergencial subiu de 194 para 232.
Além disso, equipes trabalham na recuperação dos imóveis atingidos, conforme o nível de dano identificado. Os casos classificados com sinalização verde ou amarela já estão em fase de reforma, enquanto outras estruturas ainda passam por avaliação.




