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sexta-feira, junho 5, 2026

Bienal nas Escolas adota clima de Copa para incentivar a leitura no Rio de Janeiro

Em sintonia com a Copa do Mundo, os organizadores da Bienal do Livro do Rio lançaram neste ano a primeira edição da Bienal nas Escolas fora do período da feira principal, realizada nos anos ímpares na capital fluminense.

A iniciativa começou em abril, na Escola Municipal Maria das Dores Negrão, em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. A próxima ação está marcada para 11 de junho, na Escola Municipal Sarmiento, no Engenho Novo, também na zona norte. Ao longo do ano, a previsão é de atender ao menos seis unidades de ensino.

O projeto é promovido pela GL Events Exhibitions, responsável pela Bienal, em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). A proposta é aproximar estudantes da leitura por meio de atividades lúdicas e da presença de escritores nas escolas.

Para dialogar com o clima do Mundial, a ação levou às unidades um álbum de figurinhas com personagens clássicos da literatura, como Dom Quixote, Sherazade, Iara, Sherlock Holmes e Peter Pan. A proposta é incentivar a troca de cromos entre os alunos e ampliar o contato com obras e referências literárias de diferentes países.

A edição deste ano tem como tema “Livros Mudam o Jogo”. O projeto conta com patrocínio da OLX e da Accenture e prevê a distribuição de 100 livros para cada escola visitada, com o objetivo de reforçar bibliotecas e salas de leitura.

Na escola de Oswaldo Cruz, a programação contou com a participação da escritora Kiusam de Oliveira, conhecida por sua atuação na literatura afrodidática. O encontro fez parte da estratégia de promover representatividade, imaginação e incentivo à leitura desde a infância.

A próxima atividade será com a escritora Andrea Taubman, que vai conversar com os estudantes sobre o livro “Não me toca, seu boboca!”. A escolha dos autores é feita em parceria com as secretarias municipais e estaduais de Educação.

Segundo a organização, a meta inicial é visitar cinco escolas neste ano, com impacto estimado para pelo menos 1 mil alunos de 6 a 10 anos. O número pode crescer caso sejam obtidos novos apoios da iniciativa privada.

Desde 2019, o projeto já passou por 25 escolas, com média de 170 estudantes atendidos por visita. Em 2024, 11 unidades participaram da ação, somando 2,2 mil alunos. No ano passado, nomes como Bia Bedran, Thalita Rebouças, Jessé Andarilho e Rodrigo França estiveram em escolas da capital e da Baixada Fluminense.

Levantamento feito com escolas atendidas em 2025 apontou aumento de 25% na procura por livros nas bibliotecas municipais e estaduais após a passagem do projeto.

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