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sábado, junho 6, 2026

Peru decide presidência entre a direita Fujimori e a esquerda Sánchez

O Peru vai às urnas no próximo domingo, dia 7, para escolher o presidente que comandará o país entre 2026 e 2031. Com 34 milhões de habitantes, a nação sul-americana chega ao segundo turno com a disputa entre a conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez Palomino.

No primeiro turno, realizado após uma apuração que se estendeu por mais de um mês, Keiko ficou na frente com 17,1% dos votos, enquanto Sánchez alcançou 12%. A votação teve 35 candidatos.

A eleição ocorre em meio a uma crise política e econômica prolongada, marcada por sucessivas quedas de presidentes determinadas pelo Parlamento. O próximo vencedor será o nono chefe de Estado peruano em apenas 10 anos.

Keiko Fujimori carrega o peso do sobrenome do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000 e foi condenado por violações de direitos humanos. Ao mesmo tempo, a candidata também herda parte do eleitorado ligado ao pai, mas enfrenta forte rejeição associada ao legado do ex-presidente.

Esta será a quarta tentativa de Keiko de chegar ao Palácio de Governo. Ela foi derrotada nos segundos turnos de 2011, 2016 e 2021.

Na campanha, a candidata tem sinalizado uma política externa mais próxima dos Estados Unidos, em linha com o governo Donald Trump. Esse movimento pode impactar os investimentos chineses no Peru, especialmente em setores ligados à infraestrutura e ao comércio com a Ásia, como o Porto de Chancay.

Do outro lado, Roberto Sánchez Palomino tenta se apresentar como continuidade do projeto político de Pedro Castillo, de quem foi ministro. Castillo venceu Keiko em 2021, mas acabou destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado depois de tentar dissolver o Congresso.

Sánchez é psicólogo, deputado pelo partido Juntos Pelo Peru e defende mudanças profundas na estrutura política do país. Entre suas propostas estão uma reforma constitucional para substituir a carta herdada do fujimorismo e medidas sociais para ampliar direitos.

Especialistas avaliam que o resultado da eleição peruana pode ter reflexos além das fronteiras do país, especialmente na disputa entre China e Estados Unidos por influência na América Latina.

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