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quinta-feira, junho 11, 2026

Terapia CAR-T cell apresenta resposta de 87,5% em pacientes com linfoma

Um estudo sobre a terapia celular CAR-T Cell registrou resposta de 87,5% entre pacientes com linfoma não Hodgkin que já haviam passado sem sucesso por tratamentos como quimioterapia, radioterapia e transplante.

A pesquisa foi conduzida no Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde. Os primeiros resultados foram apresentados nesta quarta-feira (10) pela pasta, que destinou R$ 100 milhões ao projeto.

O governo informou que o estudo ainda está em andamento e que novos pacientes continuam sendo recrutados. A avaliação deve seguir padrões internacionais, com acompanhamento mínimo de um ano após a aplicação da terapia para análise de segurança e eficácia. Como o último paciente foi incluído em maio, a previsão é de que as análises sejam concluídas em cerca de um ano e meio, etapa necessária para eventual aprovação do registro.

Hoje, um tratamento semelhante disponível na rede privada custa cerca de R$ 2,5 milhões. A expectativa do governo é que, com a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS), a terapia seja oferecida gratuitamente. Segundo a pasta, o valor de aquisição também deve cair com a produção em escala e a participação de instituições públicas e sem fins lucrativos.

A fábrica instalada em Ribeirão Preto é apontada como a maior da América Latina e do Sul Global no setor, com capacidade para produzir até 1 mil terapias desse tipo.

A pesquisa clínica também inclui crianças e adolescentes. No caso da leucemia linfoide aguda, câncer mais frequente na infância e responsável por 70% a 80% dos casos pediátricos, os participantes têm entre 3 e 25 anos. Embora mais de 90% das crianças respondam bem à quimioterapia convencional, a CAR-T Cell é vista como alternativa para os 10% que não reagem ao tratamento padrão. Já nos casos de linfoma, o recrutamento é direcionado a maiores de 18 anos.

O ministro da Saúde também informou que o governo federal liberou R$ 180 milhões para a segunda fase do programa Genomas Brasil. Criado em 2020, o projeto tem a USP de Ribeirão Preto entre suas bases e passará a contar com novas universidades, como a Universidade de Brasília (UnB), que deve abrigar o primeiro laboratório do tipo no Centro-Oeste, além de mais hospitais do SUS.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova lei de pesquisa clínica sancionada no governo Luiz Inácio Lula da Silva reduziu a burocracia e acelerou a aprovação de estudos no país. A pasta afirma que isso contribuiu para um aumento de 30% na participação do Brasil em pesquisas clínicas em 2025.

O governo também passou a garantir, por meio de laboratórios parceiros, o mapeamento do exoma para centros de especialidades do SUS. A tecnologia ajuda a antecipar o diagnóstico de doenças raras em crianças, reduzindo um processo que antes podia levar cerca de sete anos para os primeiros seis meses de vida.

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