Entidades de proteção animal e ativistas realizaram neste domingo, 14, um protesto em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, na capital paulista, contra a exportação de animais vivos.
A mobilização integra um movimento nacional que contesta a prática e busca chamar atenção para os impactos ambientais, sanitários e econômicos associados ao transporte de carga viva.
Os organizadores afirmam que o deslocamento desses animais envolve longos períodos de confinamento, superlotação e condições que colocam em risco a saúde e o bem-estar dos bichos. O grupo também aponta a ocorrência de acidentes durante o trajeto.
Entre as críticas, está o uso de caminhões fechados por vários dias até o embarque nos navios, além das condições de higiene nos veículos e nas embarcações. Os ativistas dizem que muitos animais chegam feridos aos portos.
Outro ponto levantado no protesto foi a capacidade dos navios usados nesse tipo de operação, que podem transportar até 24 mil bois, segundo os participantes do ato.
O movimento também sustenta que a atividade contraria princípios constitucionais de proteção aos animais e representa risco ambiental, citando como exemplo o naufrágio de um navio com milhares de bois ocorrido no Pará, em 2015.
No Congresso Nacional, segundo os organizadores, há cinco projetos de lei em discussão sobre o tema. O texto mais avançado é o Projeto de Lei 3093/2021, no Senado, que prevê o fim da exportação de animais vivos.




