A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou mais um caso de febre amarela no estado. O paciente é um homem de 55 anos, sem registro de vacinação, morador de Lagoinha, no Vale do Paraíba, região que concentra a maior parte das ocorrências neste ano.
Com a nova confirmação, São Paulo chega a 11 casos em 2026, com seis mortes. Nove dessas infecções ocorreram no Vale do Paraíba, onde foram registradas cinco das mortes. Segundo a pasta, nenhuma das pessoas infectadas tinha sido vacinada.
No ano passado, o estado contabilizou 57 casos da doença e 35 óbitos.
Diante do avanço das confirmações, a secretaria reforçou a orientação para que a população procure a vacinação. O imunizante é gratuito, oferecido em todas as Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios paulistas e recomendado para todas as faixas etárias desde 2019.
A aplicação deve ser feita com antecedência mínima de 10 dias antes de uma possível exposição ao vírus.
A imunização contra a febre amarela segue diferentes recomendações conforme a idade e o histórico vacinal. Crianças recebem uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos. Quem tomou apenas uma dose antes dos 5 anos precisa de reforço. Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas devem receber dose única. Já quem recebeu dose fracionada em 2018 deve verificar se precisa atualizar a carteira de vacinação.
A febre amarela é uma infecção viral aguda transmitida pela picada de mosquitos silvestres, comuns em áreas de mata. A doença não passa de pessoa para pessoa.
A morte de macacos costuma ser um sinal de circulação do vírus e deve ser comunicada às equipes de saúde do município.
Os principais sintomas incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, cansaço e fraqueza.
Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de uma única dose ao longo da vida, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde. A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.




