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sábado, junho 20, 2026

Dia do Cinema Brasileiro destaca expansão do audiovisual em Mato Grosso do Sul e novos desafios

No Dia do Cinema Brasileiro, celebrado nesta sexta-feira (19), o audiovisual de Mato Grosso do Sul vive uma fase de expansão, impulsionado por políticas públicas de incentivo, maior estruturação do setor e avanço na formação profissional. A combinação desses fatores tem ampliado a produção local, a circulação de obras e a presença de realizadores do Estado em mostras e festivais.

Nos últimos cinco anos, o segmento recebeu recursos expressivos. Só pela Lei Paulo Gustavo, foram destinados mais de R$ 20 milhões a projetos audiovisuais em Mato Grosso do Sul. O setor também foi beneficiado por editais do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) e, mais recentemente, pela Política Nacional Aldir Blanc, que passou a garantir financiamento contínuo para a cultura.

Em 2026, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul lançou três editais voltados exclusivamente ao audiovisual, somando R$ 1 milhão em investimentos por meio da PNAB. As chamadas abrangem diferentes etapas da cadeia produtiva, da criação à exibição das obras.

Um dos editais prevê R$ 100 mil para licenciamento de 30 produções finalizadas a partir de 2023. Esses trabalhos devem integrar ações como o Rota Cine, mostras do Museu da Imagem e do Som (MIS) e a programação da TV Educativa. Outra seleção destina R$ 500 mil à produção de cinco curtas de animação inéditos, com até R$ 100 mil por projeto. O terceiro edital separa R$ 400 mil para apoiar a participação de produções sul-mato-grossenses em festivais e mostras no Brasil e no exterior. Os processos estão em andamento e devem ser concluídos até agosto.

A ampliação dos investimentos tem refletido também no aumento da produção local. Em festivais realizados no Estado, o número de inscrições de obras cresceu de forma significativa nos últimos anos, sinalizando um cenário mais ativo e diversificado. Antes da pandemia, a média anual era bem menor, e hoje já há maior volume de curtas realizados por equipes locais.

Outro ponto destacado pelo setor é a criação da Film Commission de Mato Grosso do Sul, vista como uma ferramenta estratégica para atrair filmagens, dar visibilidade ao Estado e gerar oportunidades para profissionais e empresas locais. A formação técnica também avançou com a criação do curso de Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que contribuiu para a renovação de profissionais e para o fortalecimento da cadeia produtiva.

Os agentes do setor avaliam que o audiovisual deixou de atuar apenas como expressão cultural e passou a ocupar espaço relevante na economia criativa, com impacto em áreas como turismo, comércio, tecnologia, comunicação e serviços. Para os próximos anos, a expectativa é de consolidação de políticas permanentes de fomento, ampliação da distribuição das obras e manutenção dos editais públicos.

A avaliação predominante entre profissionais e gestores é de que o Estado entrou em uma nova etapa de desenvolvimento do audiovisual, com mais obras, mais formação e maior presença em diferentes espaços de exibição. O desafio agora é transformar esse avanço em crescimento contínuo e duradouro.

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