Na madrugada deste sábado (20), uma invasão ao sistema Defesa Civil Alerta expôs falhas de segurança em uma das principais ferramentas usadas para avisar a população sobre desastres naturais. A ação provocou o envio de uma mensagem falsa de Alerta Extremo para milhões de celulares em diferentes regiões do país.
O problema foi admitido pelo secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, em declarações à imprensa. Segundo o órgão, uma nova versão do sistema já está em desenvolvimento para reforçar a proteção digital da plataforma.
O Defesa Civil Alerta foi implementado após determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que em 2023 estabeleceu a migração do envio de avisos emergenciais por SMS para a tecnologia Cell Broadcast. O recurso permite disparar mensagens sonoras e visuais diretamente para celulares em áreas sob risco.
A ferramenta é usada para alertar sobre situações como inundações, deslizamentos, tufões e rompimento de barragens. O funcionamento começa a partir de informações enviadas por órgãos de monitoramento, que geram o alerta e o encaminham para os aparelhos da região afetada.
Uma das vantagens do sistema é que ele não depende de cadastro prévio nem de conexão com Wi-Fi ou pacote de dados. Os avisos podem ser classificados como severos ou extremos. No caso dos extremos, o celular emite um sinal sonoro que só é interrompido pelo usuário.
As mensagens falsas enviadas nesta madrugada estavam na categoria extrema. O sistema, segundo as autoridades, só deveria ser operado por profissionais treinados e autorizados pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, o que levou o caso a ser tratado como incidente de segurança cibernética.
A principal dificuldade, neste caso, é medir quantas pessoas foram alcançadas. Isso porque os disparos não seguiram o padrão normal de operação da Defesa Civil Alerta e foram distribuídos de forma aleatória.
O Ministério da Integração informou ainda que a regulamentação do serviço foi publicada em 2023, atribuindo à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil a gestão da plataforma. A Anatel, por sua vez, destacou que o sistema segue sendo considerado essencial para ações de prevenção e resposta a desastres.




