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segunda-feira, junho 22, 2026

PF realiza operação contra núcleo financeiro do Comando Vermelho

A Polícia Federal prendeu neste fim de semana quatro integrantes do Comando Vermelho suspeitos de atuar na estrutura financeira da facção no Rio de Janeiro e em outras regiões do país. A investigação aponta que o grupo era responsável por movimentar, ocultar e dissimular recursos usados para comprar armas de uso restrito e drogas no exterior.

Dois dos alvos foram localizados no Suriname, em uma ação de cooperação internacional. Eles foram detidos pelas autoridades locais e deportados para o Brasil, onde acabaram presos em Belém, no Pará.

Segundo a PF, um dos investigados movimentou mais de R$ 150 milhões ao longo do período apurado. Ele atuava na faixa de fronteira e, de acordo com a investigação, os valores eram destinados à compra de armamentos e entorpecentes.

A outra investigada é apontada como responsável pela operação logística e financeira do esquema. A polícia identificou deslocamentos dela ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de dinheiro ilícito.

Outros dois suspeitos foram presos no Brasil. Um deles foi localizado no Rio de Janeiro e é apontado como operador financeiro da facção. A PF afirma que ele usava contas pessoais e empresariais para fragmentar os recursos e facilitar pagamentos a fornecedores.

O quarto investigado foi preso em Tabatinga, no Amazonas, área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Ele seria responsável por uma empresa usada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em transações ligadas à logística internacional de drogas e armas.

A ação faz parte da Operação Rede Fox, realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva.

A investigação também identificou o uso de empresas de fachada, laranjas, depósitos fracionados, transferências via Pix, contas de passagem e operações incompatíveis com a renda dos envolvidos para esconder a origem do dinheiro e garantir o pagamento de fornecedores no Brasil e no exterior.

Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase R$ 500 milhões. A medida foi determinada pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

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