11 C
Dourados
terça-feira, junho 23, 2026

Corredor Bioceânico abre novas oportunidades para o agronegócio e fortalece a integração comercial de Mato Grosso do Sul

A consolidação do Corredor Bioceânico como eixo de integração logística e comercial na América do Sul foi um dos temas em destaque nesta terça-feira (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP). Em painel dedicado à Rota Bioceânica, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, Artur Falcette, apresentou o estágio atual do projeto e seus possíveis efeitos sobre a economia do Estado.

Segundo a exposição feita no evento, o corredor deve ampliar a ligação de Mato Grosso do Sul com mercados da Ásia e do Pacífico por meio de uma alternativa de transporte mais eficiente e competitiva. A proposta é reduzir custos logísticos e abrir novas frentes para a produção local, especialmente no agronegócio.

Entre os principais avanços citados está a Ponte Binacional entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. A obra é apontada como etapa decisiva para viabilizar a rota e fortalecer a conexão terrestre entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando o caminho até os portos do Oceano Pacífico.

A expectativa do governo estadual é de que a nova ligação logística aumente a competitividade de commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados, com impacto direto no escoamento da produção. O projeto também é visto como vetor de valorização imobiliária, expansão da infraestrutura, geração de empregos e desenvolvimento de municípios estratégicos como Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande.

Outro efeito esperado é o impulso ao turismo regional, com potencial de crescimento especialmente em áreas do Pantanal e do Cerrado. No campo comercial, a rota ganha importância diante da expansão das relações de Mato Grosso do Sul com países asiáticos. A China permanece como principal destino das exportações do Estado, com destaque para celulose e carne bovina, enquanto países do bloco ASEAN surgem como mercado em crescimento.

O governo também relaciona o projeto à trajetória recente de recuperação produtiva do Estado, que converteu mais de cinco milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas produtivas, além da meta de se tornar carbono neutro até 2030.

Apesar do avanço das obras e das expectativas econômicas, ainda há entraves a serem superados. Entre eles estão a harmonização de normas aduaneiras, acordos fitossanitários, integração dos sistemas de transporte internacional e qualificação de mão de obra para atender às novas demandas da cadeia logística.

O painel fez parte da programação do FIAP, encontro que reúne representantes do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para discutir os desafios da agropecuária diante da demanda global por alimentos e energia.

OUTRAS NOTÍCIAS

Laudir solicita melhorias urgente no Jardim Alhambra

O vereador Laudir Munaretto (MDB) apresentou indicação à administração municipal, durante a sessão desta segunda-feira (22), solicitando a realização urgente de serviços de patrolamento...

REDES SOCIAIS

6,767FãsCurtir
122SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS