A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta terça-feira (7) sobre a possibilidade de a Europa enfrentar episódios ainda mais graves nas próximas semanas, diante da formação de uma nova onda de calor intensa sobre o Atlântico.
A expectativa é de que as temperaturas em Portugal e no sul da Espanha cheguem a 43 graus Celsius nos próximos dias.
Na véspera, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, reuniu-se por teleconferência com representantes de 41 países da região, da Comissão Europeia e de entidades da sociedade civil para avaliar os impactos da onda de calor recente e discutir medidas preventivas para a próxima.
Segundo a OMS, os países que já contam com planos de ação para saúde em períodos de calor reagiram mais rapidamente e conseguiram proteger melhor a população durante a elevação das temperaturas em junho. A organização, no entanto, informou que menos da metade dos Estados-membros europeus dispõe desse tipo de estratégia.
Especialistas classificaram a onda de calor registrada entre 20 e 28 de junho como a mais severa já observada na Europa. O fenômeno provocou falhas na geração de energia, danos à infraestrutura e sobrecarga nos sistemas de saúde.
Cientistas também apontam que o calor extremo foi praticamente certamente agravado pelas mudanças climáticas.
Na França, na Holanda e na Bélgica, foram registradas 3.700 mortes adicionais durante o período, em números ainda preliminares e sujeitos a revisão. Em algumas áreas do continente, os termômetros chegaram a 40 graus Celsius.
A OMS também destacou que moradores de instituições de longa permanência, pessoas em situação de rua e idosos isolados continuam sem atendimento consistente em vários países europeus.




