# Operações apreendem adolescentes investigados por crimes de ódio e violência digital
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou nesta terça-feira (4) os resultados das operações Lívia e Rede Interrompida, realizadas com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
As investigações envolveram polícias civis de oito estados e tiveram como alvo grupos suspeitos de disseminar misoginia, racismo, extremismo e incentivos à violência em plataformas digitais.
A Operação Lívia foi deflagrada após o aliciamento de uma adolescente de 13 anos. Segundo as investigações, ela foi induzida a matar um animal e posteriormente desafiada a transmitir o próprio suicídio pelo Discord.
Coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a ação levou à apreensão de cinco adolescentes, com idades entre 13 e 18 anos, em cinco estados.
Já a Operação Rede Interrompida teve como foco um grupo de adolescentes que usava comunidades no Telegram para divulgar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos. Os investigados também são suspeitos de recrutar participantes e discutir a realização de atos violentos.
A apuração apontou que o grupo planejava atacar prédios da Esplanada dos Ministérios em outubro, durante o período eleitoral. A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra oito investigados.
O MJSP informou que o Ciberlab atuou na produção e no compartilhamento de informações de inteligência entre os órgãos de segurança. A pasta também citou o Marco Civil da Internet, o ECA Digital e decretos recentes como instrumentos para reforçar o combate a crimes praticados no ambiente virtual.
Durante a apresentação dos resultados, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais informou que Telegram e Discord foram acionados para retirar conteúdos relacionados aos casos e suspender servidores usados para a transmissão desses materiais.
As operações integram ações do ministério voltadas à prevenção da violência contra crianças, adolescentes e mulheres, inclusive em ambientes digitais.




