Venezuela e Estados Unidos firmam acordo no setor petrolífero, confirma presidente Maduro

**Venezuela e EUA anunciam acordo para exploração de 17 campos de petróleo**

O governo interino da Venezuela anunciou um acordo com os Estados Unidos voltado à ampliação da produção de petróleo no país. Segundo a presidente interina Delcy Rodríguez, o protocolo prevê a participação de operadores privados e o desenvolvimento de 17 campos considerados estratégicos.

A área abrangida pelo entendimento reúne reservas comprovadas estimadas em 65 bilhões de barris de petróleo. O governo venezuelano calcula que o projeto poderá atrair mais de US$ 100 bilhões em investimentos e gerar cerca de US$ 209 bilhões em receitas fiscais.

O acordo ocorre após a retomada formal das relações diplomáticas entre Caracas e Washington, em março. As negociações incluem recursos para recuperar e modernizar estruturas ligadas à cadeia de hidrocarbonetos venezuelana.

A Venezuela detém uma das maiores reservas petrolíferas do planeta. Dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos indicam que o país possui cerca de 303 bilhões de barris de petróleo bruto, o equivalente a aproximadamente 17% das reservas mundiais.

Apesar do volume de reservas, a produção venezuelana permanece limitada por problemas de infraestrutura. O país responde por cerca de 1% da produção global. Na segunda-feira (24), Delcy Rodríguez informou que a extração havia alcançado 1,23 milhão de barris por dia, o maior patamar desde fevereiro de 2019.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou que o entendimento envolve o controle de 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas. A iniciativa ocorre em meio à pressão sobre o governo americano devido aos preços elevados da gasolina e à guerra no Irã, que completou seis meses sem perspectiva de encerramento.

As reservas estratégicas de petróleo dos EUA caíram para menos de 300 milhões de barris no início de agosto, redução superior a 100 milhões de barris desde o começo de 2026.

O anúncio também reforçou questionamentos sobre eventuais contatos entre autoridades dos dois países antes da captura de Nicolás Maduro pelo Exército americano, em 3 de janeiro de 2026. Após a operação, Delcy Rodríguez, então vice-presidente, assumiu o comando do governo venezuelano.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos em um presídio federal no Brooklyn, em Nova York. Os Estados Unidos acusam o ex-presidente de liderar o suposto cartel De Los Soles, organização cuja existência é questionada por especialistas em tráfico internacional de drogas.

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