SUS amplia em 30% a capacidade de armazenamento de plasma no país

O Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar em 30% o aproveitamento do plasma sanguíneo. A medida foi informada nesta sexta-feira (28) durante evento no Hemorio, no Rio de Janeiro.

A expansão será possível com a compra de 604 equipamentos de alta tecnologia, cujos primeiros lotes já começaram a chegar. A instalação dos aparelhos deve ser concluída até o primeiro trimestre do ano que vem.

O governo estima que a iniciativa resultará em economia de R$ 260 milhões por ano, pela redução da necessidade de importação de medicamentos derivados do plasma. Segundo o ministério, o Brasil dependia da importação desses fatores, o que vulnerabilizava o abastecimento de pacientes que necessitam de hemoderivados.

O plasma, parte líquida do sangue, é matéria-prima para medicamentos essenciais ao tratamento de hemofilia, doenças do sistema imunológico, outras condições clínicas e procedimentos cirúrgicos de grande porte.

O investimento destinado à aquisição dos equipamentos foi de R$ 116 milhões pelo Novo PAC Saúde. A previsão é que a ação beneficie 125 serviços de hemoterapia em 22 estados.

Os aparelhos adquiridos incluem blast-freezers (congelamento ultra-rápido), ultrafreezers (congelamento rápido) e freezers, tecnologias que ampliam a capacidade de processamento e conservação do plasma.

Com a maior oferta e armazenamento, a nova fábrica da Hemobrás, inaugurada neste ano, poderá operar em plena capacidade e processar até 500 mil litros de plasma por ano. O Ministério da Saúde informou ainda que a disponibilização de plasma nas unidades públicas aumentou 288% nos últimos três anos, passando de 62,3 mil litros para 242,1 mil litros.

O anúncio foi feito durante a semana nacional do doador de sangue. Em 2024, foram coletadas mais de 3,3 milhões de bolsas de sangue no país, o equivalente a 1,6% da população brasileira.

Atualmente, apenas 13% do plasma arrecadado por meio de doações voluntárias é utilizado em transfusões, o que deixa 87% do volume potencialmente disponível para produção de hemoderivados. O ministério também destacou que a Hemobrás é, atualmente, a maior fábrica de hemoderivados da América Latina.

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