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domingo, maio 31, 2026

Médicos alertam para riscos da prescrição de testosterona em mulheres

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgaram nota conjunta restringindo a indicação de testosterona em mulheres.

Segundo as entidades, a prescrição da substância deve ficar restrita à única indicação formalmente reconhecida — o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH) — e somente após avaliação clínica adequada. O uso sem indicação comprovada, com base em dosagens isoladas ou para objetivos não terapêuticos, pode ser prejudicial.

O comunicado lista efeitos adversos associados ao uso de testosterona em mulheres, alguns potencialmente graves. Entre eles estão alterações virilizantes (acne, queda de cabelo, aumento de pelos, crescimento do clitóris e espessamento da voz que pode ser irreversível), toxicidade hepática e tumores no fígado, alterações psicológicas e psiquiátricas, infertilidade e riscos cardiovasculares. Esses riscos cardiovasculares incluem hipertensão, arritmias, embolias, tromboses, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e potencial aumento da mortalidade. Também podem ocorrer alterações laboratoriais em colesterol e triglicerídeos.

A nota destaca ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aprovou nenhuma formulação de testosterona para uso em mulheres. A agência reguladora também não reconhece o uso do hormônio para fins estéticos, melhoria da composição corporal, desempenho físico, aumento de disposição ou antienvelhecimento.

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