A União Europeia aprovou por ampla maioria o acordo de livre-comércio com o Mercosul, confirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O bloco sul-americano é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O texto prevê redução imediata de tarifas sobre máquinas e equipamentos de transporte, incluindo motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (peças automotivas) e aviões. O acordo também abre possibilidades para setores como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos.
Além das reduções imediatas, várias commodities terão tarifas eliminadas de forma gradual, sujeitas a cotas estabelecidas no acordo.
No Brasil, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, publicaram mensagens nas redes sociais em reação ao anúncio. O presidente Lula também se manifestou nas redes e participou ativamente das negociações, tendo tentado concluir o acordo no fim do ano passado durante a presidência brasileira do Mercosul.
Segundo reportagem da Reuters, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE indicaram as posições de seus governos nesta sexta-feira. Cada país tem até as 17h (13h em Brasília) do mesmo dia para confirmar o voto por escrito. A agência apurou que pelo menos 15 países, que somam ao menos 65% da população do bloco, votaram a favor, percentual exigido para a aprovação.
Se o resultado for formalizado, a presidente da Comissão Europeia poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para proceder à ratificação com os países do Mercosul. A aprovação final dependerá também do voto do Parlamento Europeu para que o acordo entre em vigor.




