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sábado, maio 9, 2026

Dólar encerra abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses

O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (8) em clima de forte recuperação. O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, enquanto a Bolsa brasileira avançou e recuperou parte das perdas registradas no pregão anterior.

A melhora no humor dos investidores foi influenciada principalmente pelos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e pela percepção de menor risco de escalada no conflito entre americanos e iranianos.

No câmbio, o dólar comercial terminou o dia vendido a R$ 4,894, queda de R$ 0,029, ou 0,60%. Foi o menor valor de fechamento desde 15 de janeiro de 2024. No acumulado do ano, a moeda norte-americana já recua 10,84% em relação ao real.

Os números de emprego divulgados nos Estados Unidos mostraram criação de vagas acima do esperado, o que reduziu temores de desaceleração mais forte da economia americana e de pressão inflacionária maior do que o previsto.

Também ajudaram os sinais de continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio, após manifestações do presidente Donald Trump. O mercado acompanhou ainda as falas do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre a expectativa de resposta do Irã à proposta para encerrar o conflito.

Na Bolsa, o Ibovespa subiu 0,49%, aos 184.108 pontos, apoiado sobretudo por ações de bancos e mineradoras. Apesar da alta desta sexta, o índice fechou a semana com queda de 1,71%. No ano, porém, acumula valorização de 14,26%.

Em Nova York, o clima também foi positivo. O S&P 500 avançou 0,84%, refletindo o alívio com os indicadores econômicos norte-americanos e a redução das apostas em uma recessão na maior economia do mundo.

No mercado de commodities, o petróleo terminou em alta, ainda que com desaceleração perto do fim do pregão. O Brent, referência internacional, subiu 1,23%, para US$ 101,29 o barril. O WTI, negociado no Texas, avançou 0,64%, para US$ 95,42.

Apesar da valorização no dia, os dois contratos encerraram a semana com perdas acima de 6%. Investidores seguem atentos aos riscos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, dezenas de navios-tanque continuam impedidos de circular nos portos iranianos por causa das tensões na região.

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