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sábado, maio 9, 2026

Planos de saúde coletivos registram reajuste médio de 9,9%, aponta a ANS

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O índice é o menor em cinco anos, mas ainda supera com folga a inflação oficial do período.

A ANS informou que os números se referem aos aumentos aplicados pelas operadoras em janeiro e fevereiro. Entre os planos coletivos, que incluem contratos firmados por empresas, empresários individuais e associações, a última taxa média inferior à deste ano havia sido observada em 2021, quando o reajuste ficou em 6,43%.

Na comparação com a inflação, o avanço dos planos segue acima da variação de preços da economia. Em fevereiro de 2026, o IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, acumulava alta de 3,81%.

A agência reguladora afirma que a comparação direta entre os dois indicadores não reflete toda a dinâmica do setor, já que o cálculo dos reajustes leva em conta a variação dos custos médicos e a frequência de uso dos serviços de saúde.

A forma de reajuste também difere da aplicada aos planos individuais e familiares. Nos contratos coletivos, o percentual é definido por negociação entre a operadora e a empresa ou entidade contratante. Nos planos com até 29 beneficiários, a mesma taxa vale para todos os clientes de uma mesma operadora, o que permite à ANS calcular a média separadamente por porte.

Nos dois primeiros meses de 2026, os planos coletivos com 30 vidas ou mais tiveram reajuste médio de 8,71%. Já entre os contratos com até 29 beneficiários, a alta chegou a 13,48%. Segundo a ANS, 77% dos usuários estão em planos com 30 vidas ou mais.

Os dados mais recentes da agência, referentes a março de 2026, mostram que o país tinha 53 milhões de vínculos de planos de saúde, considerando que uma mesma pessoa pode acumular mais de um contrato. O número representa alta de 906 mil vínculos em relação ao ano anterior. Desse total, 84 em cada 100 clientes estavam em planos coletivos.

Em 2025, o setor de saúde suplementar registrou receita total de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já apurado pela ANS. Isso equivale a cerca de R$ 6,20 de lucro para cada R$ 100 recebidos.

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