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sexta-feira, maio 15, 2026

Obesidade passa a ser o principal fator de risco à saúde no Brasil

A obesidade passou a ser o principal fator de risco para a saúde no Brasil, segundo análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças. O levantamento mostra que a hipertensão, por décadas no topo da preocupação, caiu para a segunda posição. Em seguida, aparece a glicemia elevada.

O diagnóstico brasileiro foi publicado na edição de maio da revista científica The Lancet Regional Health – Americas. O estudo reúne dados de pesquisadores de diversos países e avalia mais de 200 nações.

De acordo com a análise, mudanças importantes no estilo de vida da população nas últimas décadas ajudam a explicar esse cenário. A urbanização, a redução da atividade física e a adoção de dietas mais calóricas, com excesso de sal e alimentos ultraprocessados, contribuíram para o avanço da obesidade.

Os dados também revelam uma mudança expressiva no ranking dos principais riscos ao longo do tempo. Em 1990, os três maiores fatores eram hipertensão, tabagismo e poluição por material particulado no ar. O índice de massa corporal elevado, associado à obesidade, ocupava a sétima posição.

Em 2023, esse indicador subiu para o primeiro lugar, após um aumento acumulado de 15,3% no risco atribuído desde 1990. Já a glicemia elevada, que estava em sexto lugar no início da série histórica, passou para a terceira posição.

O levantamento aponta ainda queda importante em alguns fatores. Entre 1990 e 2023, o risco ligado à poluição do ar por partículas caiu 69,5%. Também houve recuo de cerca de 60% nos riscos relacionados ao tabagismo, à prematuridade e ao baixo peso ao nascer, além do colesterol LDL elevado.

Apesar disso, o tabagismo voltou a registrar leve alta entre 2021 e 2023, após anos de redução contínua.

Outro ponto de destaque foi o aumento do risco atribuído à violência sexual na infância. O fator subiu quase 24% e passou da 25ª posição em 1990 para a 10ª em 2023.

Atualmente, os maiores fatores de risco para mortalidade ou perda de qualidade de vida no Brasil são: índice de massa corporal elevado, hipertensão, glicemia elevada, tabagismo, prematuridade ou baixo peso ao nascer, abuso de álcool, poluição particulada do ar, mau funcionamento dos rins, colesterol alto e violência sexual na infância.

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