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domingo, maio 31, 2026

Diagnóstico precoce pode ajudar a estabilizar a progressão da esclerose múltipla

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 2,8 milhões de pessoas convivem com esclerose múltipla no mundo. No Brasil, o número chega a cerca de 40 mil pacientes. Embora a doença ainda não tenha cura, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado podem ajudar a controlar a evolução do quadro.

Neste sábado, 30 de maio, é lembrado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla. Segundo a OMS, o número de casos cresce de forma gradual, com maior incidência entre mulheres. A Federação Internacional de Esclerose Múltipla informa que uma pessoa recebe o diagnóstico da doença a cada cinco minutos no planeta.

A esclerose múltipla é uma das doenças mais frequentes do sistema nervoso central. Ela atinge o cérebro e a medula espinhal e pode comprometer funções motoras, cognitivas, visuais e sensoriais. O problema aparece principalmente em adultos jovens, entre 20 e 50 anos, com maior concentração por volta dos 30 anos.

Dados do Ministério da Saúde indicam que a doença é duas vezes mais comum em mulheres e tem menor incidência entre pessoas afrodescendentes, orientais e indígenas. O quadro é causado por uma reação do sistema imunológico contra estruturas do próprio organismo, especialmente a mielina, substância que protege e ajuda na condução dos impulsos nervosos.

Os sintomas variam bastante e podem surgir de maneira intermitente, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico. Entre os sinais mais comuns estão fadiga intensa, alterações na visão, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldade de locomoção e mudanças urinárias.

Especialistas alertam que sintomas persistentes ou fora do padrão devem ser investigados o quanto antes, para evitar atraso na identificação da doença. Em muitos casos, os sinais são confundidos com problemas passageiros, o que pode adiar o início do tratamento.

O Sistema Único de Saúde oferece diagnóstico e medicamentos gratuitos para pacientes com esclerose múltipla, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. Para ter acesso ao tratamento, o paciente precisa passar por avaliação médica, preferencialmente com neurologista da rede pública, que emitirá a documentação necessária.

Com exames como a ressonância magnética e os documentos pessoais, o processo deve ser concluído na farmácia de alto custo responsável pela dispensação dos remédios.

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