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sábado, junho 20, 2026

Sistema de alerta de desastres avançou, mas ainda apresenta falhas

Na madrugada deste sábado (20), uma invasão ao sistema Defesa Civil Alerta expôs falhas de segurança em uma das principais ferramentas usadas para avisar a população sobre desastres naturais. A ação provocou o envio de uma mensagem falsa de Alerta Extremo para milhões de celulares em diferentes regiões do país.

O problema foi admitido pelo secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, em declarações à imprensa. Segundo o órgão, uma nova versão do sistema já está em desenvolvimento para reforçar a proteção digital da plataforma.

O Defesa Civil Alerta foi implementado após determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que em 2023 estabeleceu a migração do envio de avisos emergenciais por SMS para a tecnologia Cell Broadcast. O recurso permite disparar mensagens sonoras e visuais diretamente para celulares em áreas sob risco.

A ferramenta é usada para alertar sobre situações como inundações, deslizamentos, tufões e rompimento de barragens. O funcionamento começa a partir de informações enviadas por órgãos de monitoramento, que geram o alerta e o encaminham para os aparelhos da região afetada.

Uma das vantagens do sistema é que ele não depende de cadastro prévio nem de conexão com Wi-Fi ou pacote de dados. Os avisos podem ser classificados como severos ou extremos. No caso dos extremos, o celular emite um sinal sonoro que só é interrompido pelo usuário.

As mensagens falsas enviadas nesta madrugada estavam na categoria extrema. O sistema, segundo as autoridades, só deveria ser operado por profissionais treinados e autorizados pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, o que levou o caso a ser tratado como incidente de segurança cibernética.

A principal dificuldade, neste caso, é medir quantas pessoas foram alcançadas. Isso porque os disparos não seguiram o padrão normal de operação da Defesa Civil Alerta e foram distribuídos de forma aleatória.

O Ministério da Integração informou ainda que a regulamentação do serviço foi publicada em 2023, atribuindo à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil a gestão da plataforma. A Anatel, por sua vez, destacou que o sistema segue sendo considerado essencial para ações de prevenção e resposta a desastres.

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