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domingo, junho 28, 2026

Alemanha e Dinamarca registram temperaturas inéditas em novo recorde de calor

Da Escandinávia aos Alpes, a Europa enfrenta neste sábado (27) uma forte onda de calor que avança em direção ao leste e já provocou dezenas de mortes. Em alguns pontos do continente, os termômetros passaram de 40°C.

A Dinamarca registrou a maior temperatura de sua história, enquanto Reino Unido, França, Suíça e Alemanha já haviam contabilizado marcas recordes ao longo de junho. O sistema de calor agora se desloca para a Polônia.

Pesquisadores afirmam que o fenômeno teria sido praticamente impossível sem a influência das mudanças climáticas causadas pela atividade humana. Segundo eles, as temperaturas noturnas desta semana se tornaram 100 vezes mais prováveis do que há duas décadas.

Na Alemanha, o serviço nacional de meteorologia informou que um novo recorde foi registrado na sexta-feira, com 41,3°C perto de Saarbrücken, na fronteira com a França. Para este fim de semana, a previsão indica máximas acima de 40°C em algumas regiões do país.

O instituto meteorológico da Dinamarca registrou 37°C ao norte de Aarhus, a temperatura mais alta já observada no país desde o início das medições, em 1874.

Quase todo o território alemão entrou em alerta para calor extremo, e autoridades pediram à população que economize água. A previsão era de 36°C em grande parte do país, com possibilidade de picos de até 42°C em áreas específicas.

Na Polônia, as temperaturas ficaram acima dos 30°C em quase todo o território. Já na França, a onda de calor provocou dezenas de mortes e causou transtornos em diferentes setores. Houve interrupções no transporte ferroviário e na geração de energia, além de restrições ao consumo de álcool, suspensão de aulas e adiamento de eventos ao ar livre.

Na Itália, o Ministério da Saúde colocou 18 cidades em alerta vermelho para sábado e domingo, incluindo Milão, Roma, Turim, Veneza, Gênova, Florença e Bolonha. A previsão era de até 39°C.

Em Bolzano, nos Alpes italianos, a noite de sexta-feira foi a mais quente já registrada em junho, com temperatura mínima de 25,4°C.

Na França, o governo informou que, embora a onda de calor esteja perdendo força, a pressão sobre o sistema de saúde deve continuar por vários dias, com número elevado de internações. Autoridades também relataram aumento dos incêndios florestais em relação ao mesmo período do ano passado.

O calor também afetou a infraestrutura de transportes. Diante do risco de danos em estradas e trilhos, empresas ferroviárias adotaram medidas para reduzir a circulação.

Na Alemanha, a Deutsche Bahn autorizou o cancelamento gratuito de viagens de longa distância até o início da próxima semana. A National Express suspendeu parte dos trens previstos para a tarde deste sábado na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso do país.

Perto de Hamburgo, uma das principais rodovias alemãs teve parte da pista interditada após rachaduras no asfalto provocadas pelo calor.

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