# Iphan tomba pela primeira vez um quilombo urbano no Rio de Janeiro
O Quilombo Ferreira Diniz, no bairro da Glória, na região central da capital fluminense, tornou-se o primeiro quilombo urbano tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no estado do Rio de Janeiro.
A decisão foi tomada nesta semana pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que aprovou a inscrição do local no livro destinado a bens ligados à presença e à trajetória das comunidades quilombolas. Segundo a Associação Estadual das Comunidades Quilombolas, há 54 comunidades certificadas no estado.
Formado em 1950, o quilombo tem sua origem ligada a Maria Isabel Ferreira, descendente de africanos escravizados, que passou a viver no local com o marido, Antônio Dias Peçanha. Hoje, cerca de 70 pessoas, descendentes das famílias Ferreira e Diniz, ocupam o espaço.
O território recebe rodas de capoeira e apresentações musicais e artísticas. Às sextas-feiras, a feijoada da Tia Cida reúne frequentadores ao som de uma roda de samba.
Na mesma reunião, o conselho aprovou o registro do Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito e o tombamento da Capela do Cristo Operário, ambos em São Paulo. Também foram revalidados os registros do Fandango Caiçara, presente no Paraná e em São Paulo, e da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, celebrada no Ceará.




