# Brasil sobe para 12º lugar em ranking de pesquisas clínicas
O Brasil passou da 18ª para a 12ª posição entre os países que mais realizam pesquisas clínicas, entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, segundo dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). A entidade projeta que o país possa chegar ao 10º lugar com investimentos previstos de mais de R$ 2 bilhões por ano.
O avanço ocorre após a criação do primeiro marco legal brasileiro para a atividade. A Lei 14.874 foi sancionada em maio de 2024, depois de quase dez anos de tramitação no Congresso, e regulamentada em outubro de 2025. Antes, as pesquisas eram regidas por normas do Conselho Nacional de Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A legislação instituiu o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e reorganizou a análise dos projetos. O prazo para a emissão do parecer ético passou a ser de até 30 dias úteis, enquanto a avaliação da Anvisa deve ocorrer em até 90 dias úteis, sem contar períodos destinados a recursos e esclarecimentos. As duas análises podem ser feitas simultaneamente.
Para serem realizadas no país, as pesquisas clínicas precisam da aprovação de um comitê de ética, encarregado de proteger os direitos dos participantes, e da Anvisa, que avalia o cumprimento das boas práticas. Os testes em pessoas são feitos após resultados bem-sucedidos em laboratório e em animais e servem para verificar a segurança e a eficácia de novos medicamentos, tecnologias e procedimentos.
A Roche prevê investir cerca de R$ 590 milhões por ano em pesquisas clínicas no Brasil. A empresa já conduz estudos no país sobre tratamentos para Alzheimer, Parkinson, câncer de mama e lúpus, além de testar uma nova opção de caneta para perda de peso.
A expansão dos estudos também envolve a capacitação de centros de pesquisa nas regiões Norte e Nordeste, em uma iniciativa para reduzir a concentração da atividade no Sul e no Sudeste.
*O fórum Saúde como Investimento foi realizado pela Roche, em San José, na Costa Rica, entre 6 e 8 de outubro. A reportagem original foi produzida a convite da empresa.*




