Após 25 anos fechado, reabriu o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho. O equipamento cultural está instalado no casarão do antigo Engenho Freguesia, datado do século XVI, no Distrito do Caboto, zona rural de Candeias, na região da Baía de Todos-os-Santos.
O imóvel passou por restauração e requalificação e inaugura um conceito curatoral voltado à reflexão sobre o passado escravocrata ligado ao ciclo do açúcar. As intervenções incluem instalações multimídia, iluminação cênica e áreas de ocupação e visitação redesenhadas para valorizar narrativas negras e indígenas e resgatar memórias antes marginalizadas.
O percurso expositivo foi organizado em cinco núcleos que reúnem fotografias, documentos, mobiliário e objetos do período colonial. O conjunto também compreende a Capela de Nossa Senhora da Conceição da Freguesia, integrando o circuito do museu.
A reabertura traz a mostra temporária Encruzilhadas, com obras de quarenta artistas brasileiros e africanos, entre eles Mestre Didi, Pierre Verger, Rubem Valentim e Alberto Pitta. O acervo permanente reúne 260 peças históricas; 141 itens passaram por restauro, inclusive imagens sacras dos séculos XVII a XIX recuperadas pela equipe do restaurador e professor José Dirson Argôlo.
O projeto recebeu investimento aproximado de R$ 42 milhões. Além da restauração interna, os recursos financiaram a urbanização do entorno, a instalação de 136 câmeras de segurança e a construção de um novo atracadouro, que possibilita acesso também por via marítima.
O museu funcionará de quarta a domingo, das 10h às 17h, com entrada gratuita.




