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quinta-feira, abril 23, 2026

Histórias indígenas ocupam espaços e reacendem sonhos em Mato Grosso do Sul

No mês em que o país lembra o Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, o Estado voltou a destacar trajetórias indígenas que saem dos territórios e passam a ocupar espaços públicos em Mato Grosso do Sul.

A Secretaria de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul organizou o painel “Indígenas que inspiram: Indígenas na Educação, na Saúde, no Agronegócio e na Justiça — Minha história, minha trajetória: como posso inspirar?”, com o objetivo de dar visibilidade a histórias que circulavam apenas em comunidades e famílias.

Quatro convidados de diferentes áreas representaram esse movimento: educação, saúde, agronegócio e Justiça. As apresentações ilustraram caminhos de superação, protagonismo e inserção institucional.

Educação
O educador e liderança indígena Flaviano Franco relatou uma trajetória iniciada em contexto familiar restrito e marcada por trabalhos manuais antes do ingresso na universidade. Sua atuação atual combina docência, pesquisa e liderança, com ênfase na valorização da educação indígena como espaço de preservação de saberes e de reconstrução de narrativas.

Saúde
A médica Laysa Moreira Dorneles, do povo Terena, construiu a carreira a partir de uma infância de trabalho e responsabilidades familiares. Durante a graduação em Medicina conciliou estudos e atividades remuneradas para enfrentar dificuldades financeiras e barreiras sociais. Atualmente atua na área de saúde, representando uma conquista com impacto coletivo para sua comunidade.

Agronegócio
A engenheira agrônoma Tainara Terena, formada pela UFGD, trabalha há mais de 14 anos com produtores indígenas. Sua prática une conhecimentos técnicos e saberes tradicionais, fomentando práticas sustentáveis, agricultura familiar e geração de renda nas aldeias. Enfrenta desafios como mudanças climáticas, falta de investimentos e limitações estruturais, o que exige adaptação das técnicas às realidades locais.

Justiça
O promotor Fernando Júnior, natural de Dourados e da aldeia Jaguapiru, ingressou no Ministério Público do Estado do Pará após aprovação em concurso público de alta concorrência. Sua presença em espaços institucionais destacados aponta para a necessidade de ampliar a participação indígena e de reduzir barreiras de acesso, mantendo o vínculo e o compromisso com as comunidades de origem.

O painel buscou, em conjunto, ampliar o horizonte de quem está iniciando trajetórias similares e mostrar que a presença indígena em diferentes setores promove transformações institucionais e sociais.

Créditos: Comunicação da Cidadania — Paula Maciulevicius. Fotos: Matheus Carvalho/SEC. Galeria: Paula Maciulevicius.

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