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domingo, junho 21, 2026

Mortes no trânsito associadas ao álcool caem 19,5% em 14 anos

A taxa de mortes no trânsito associadas ao consumo de álcool caiu 19,5% no Brasil entre 2010 e 2024, segundo análise divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

Em 2010, foram registradas cerca de 15 mil mortes. Em 2024, o número ficou em 13.075. Apesar da redução no período, o levantamento aponta que a tendência de queda perdeu força a partir de 2020, quando 11.600 pessoas morreram.

Os dados indicam que a Lei Seca segue em vigor como instrumento de redução de acidentes, mas enfrenta novos desafios. A fiscalização aumentou, ao mesmo tempo em que cresceram as formas de driblar as operações, inclusive com o uso de aplicativos e outras estratégias para identificar onde há blitz.

O estudo também mostra que permanece a percepção de impunidade entre motoristas. Para enfrentar o problema, o Cisa defende mais fiscalização, reforço no atendimento de emergência e campanhas preventivas voltadas especialmente ao público masculino, que concentra a maior parte das mortes no trânsito.

Desde 2019, o álcool responde por 36,6% das ocorrências de trânsito entre homens e por 26,3% entre mulheres. O perfil de maior risco é formado por homens jovens.

Outro ponto destacado no levantamento é o peso das motocicletas na violência do trânsito, além da limitação no número de operações com bafômetros em várias regiões do país. As ocorrências por embriaguez ao volante se concentram principalmente nos fins de semana e durante a madrugada.

O Cisa avalia que campanhas de conscientização precisam ir além de mensagens baseadas no medo. A entidade defende ações combinando educação, orientação e reforço da percepção de punição para quem bebe e dirige, além de alternativas de deslocamento noturno, como transporte acessível e aplicativos de carona.

O levantamento mostra ainda diferenças importantes entre os estados. Tocantins lidera a taxa de mortes por 100 mil habitantes, com 13,4, seguido por Piauí, com 12,1, e Mato Grosso, com 11,1. Ao todo, 18 estados ficaram acima da média nacional, de 6,2.

Na comparação das internações, 16 estados também superam a média do país, com os maiores índices registrados no Espírito Santo, no Pará e no Acre. O Cisa relaciona esses números a fatores estruturais, como estradas mais perigosas, menor fiscalização e dificuldade de acesso a serviços de emergência em rodovias.

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