**Dólar cai e Ibovespa sobe após inflação dos EUA vir abaixo do esperado**
O dólar fechou esta quarta-feira em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174. O Ibovespa avançou 1,37%, para 186.340,46 pontos. Os mercados reagiram à divulgação de indicadores de inflação dos Estados Unidos inferiores às projeções, que reduziram as expectativas de uma nova alta dos juros americanos em outubro.
O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto, ante previsão de 0,3%. O índice completo avançou 0,3%, abaixo dos 0,4% esperados. Após a divulgação, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram.
No Brasil, o câmbio também foi influenciado pela formação da taxa de fim de mês e pelo cenário eleitoral. O dólar chegou à mínima de R$ 5,164 durante o pregão. Em setembro, acumulou baixa de 0,15%; no terceiro trimestre, teve alta de 0,23%. No ano de 2026, a moeda registra queda de 5,75%.
Na bolsa, ações de bancos e de empresas ligadas à economia doméstica contribuíram para o avanço do índice. O Ibovespa encerrou setembro com ganho de 5,03% e o terceiro trimestre com valorização de 8,32%. No ano, a alta acumulada é de 15,65%.
A entrada de recursos estrangeiros também sustentou o mercado acionário. Dados da B3 mostram saldo positivo de R$ 9,569 bilhões até 28 de setembro e de quase R$ 29 bilhões no ano. Em agosto, houve retirada de R$ 18,1 bilhões, após entrada de R$ 4,3 bilhões em julho.
**Petróleo fecha em alta**
Os preços do petróleo subiram em meio às tensões no Oriente Médio. O barril do Brent para dezembro terminou a US$ 98,03, alta de 1,94%, enquanto o WTI para novembro avançou 1,16%, para US$ 90,42. Em setembro, os ganhos ficaram próximos de 7% e 6%, respectivamente.
O mercado acompanhou a situação no Estreito de Ormuz, onde um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. O caso está sob investigação. Apesar das tensões, as exportações de petróleo da região vêm se recuperando com o uso de rotas alternativas.
Também permaneceram no radar possíveis restrições americanas às exportações de diesel e a prorrogação, pela Rússia, da proibição de exportar o combustível até o fim de outubro. Nos Estados Unidos, dados oficiais apontaram aumento inesperado dos estoques de petróleo na semana passada e forte queda nos de gasolina.




