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terça-feira, março 3, 2026

Bioparque Pantanal se firma como referência mundial em turismo sustentável

O Bioparque Pantanal encerrou 2025 com avanço institucional e reconhecimento internacional, consolidando-se como maior aquário de água doce do mundo e como polo de conservação, educação ambiental, inclusão social, pesquisa e turismo em Mato Grosso do Sul.

O empreendimento recebeu o selo “Ouro” em sustentabilidade pelo programa Good Travel Seal, da ONG neerlandesa Green Destinations. A certificação premia práticas ambientais responsáveis, governança eficaz e impacto social positivo. O resultado reflete também as ações do Programa ESG Bioparque.

No ranking de avaliações online, o complexo manteve a maior pontuação do Google no segmento. Em público, registrou 1,4 milhão de visitantes ao longo do ano, com frequentadores de todos os estados brasileiros e de 140 países reconhecidos pela ONU. A média mensal foi de 32,5 mil visitantes. O Centro de Convenções sediou 115 eventos em 2025.

Na área de educação ambiental, o Bioparque atendeu 360 escolas durante o ano e recebeu milhares de estudantes de Mato Grosso do Sul e de estados como Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná. Desde a inauguração, mais de 90 mil alunos já passaram pelas atividades educativas. A terceira edição do Clube de Ciências envolveu nove escolas e 14 projetos de iniciação científica. O programa itinerante “Bioparque vai à Escola” levou parte da estrutura do aquário a instituições de ensino e participou de feiras e eventos educacionais.

Em inclusão, o complexo ampliou o programa “Bioparque para Todos – Iguais na Diferença”, oferecendo tecnologia assistiva, equipe capacitada, intérpretes de Libras, audiodescrição, materiais em Braille e espaços sensoriais. Entre as ações de 2025 esteve o Dia D da Empregabilidade para Pessoas com Deficiência, realizado em conjunto com a Funtrab e a Secretaria de Estado da Cidadania, que ofertou 200 vagas de trabalho exclusivas. O Bioparque também participou do Rodeo Fest Inclusivo e promoveu o Dia D da Saúde Inclusiva, com atendimento especializado.

No campo da conservação, o acervo do Bioparque cresceu de 446 para 470 espécies, totalizando mais de 45 mil animais. Foram realizadas visitas técnicas aos bastidores, permitindo que pesquisadores e estudantes conhecessem estruturas e trabalhos do Centro de Conservação de Peixes Neotropicais. Em parceria com a UFMS, a equipe executou um exame inédito: ultrassonografia e tomografia em uma cachara, procedimento que exigiu operação técnica para manter o animal fora da água e que terminou com o retorno ao tanque. Rotinas de biometria, exames de saúde e enriquecimento ambiental também foram realizadas.

Desde a abertura, o Bioparque contabiliza 94 reproduções de peixes. O projeto Cascudos do Brasil reproduziu 23 espécies, incluindo três ameaçadas — Cascudo Onça, Cascudo Viola e Cascudo Cego das Cavernas — e registrou 74 desovas no ano.

Em pesquisa e inovação, foi inaugurado um estúdio de gravação e transmissão ao vivo, com estrutura para produção de podcast, financiado pelo CNPq por meio do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio Capital Natural). O Núcleo de Pesquisa e Tecnologias (NUPTEC), via Projeto BioSustentável e em parceria com a Solurb, implementou ações educativas e de economia circular em Campo Grande, com oficinas em espaços como a Gibiteca, escolas e na Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA), usando tampinhas e garrafas PET para confecção de brinquedos e artesanato. Houve também parceria com o IFMS para produção de materiais em impressora 3D pelo programa IF Maker.

Pesquisadores do Bioparque publicaram trabalhos em periódicos nacionais e contribuíram para a popularização da ciência por meio de estagiários, fortalecendo o turismo científico. O NUPTEC recebeu reconhecimento estadual com premiação do projeto “Produção de Sabão Ecológico” no Programa MS Multiplica e destaque ao projeto “Raízes Criativas” em edital.

A soma das ações de 2025 reforça a projeção do Bioparque Pantanal como referência em turismo sustentável, conservação e inclusão, além de estreitar laços com universidades e iniciativas locais.

Fonte: Comunicação Bioparque Pantanal.

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