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quarta-feira, abril 29, 2026

Setor produtivo pressiona por cortes mais expressivos na Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão foi considerada insuficiente por várias entidades do setor produtivo e por centrais sindicais, que apontam impactos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o corte foi tímido e que a taxa ainda elevada mantém o custo do crédito em patamar proibitivo, comprometendo projetos, investimentos e a competitividade do setor industrial. A entidade também destacou a deterioração financeira de empresas e famílias, com aumento contínuo do endividamento.

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) sinalizou que o Banco Central poderia ter adotado um afrouxamento mais amplo. A entidade relacionou o atual nível da Selic a maior incidência de pedidos de recuperação judicial, ao crescimento do endividamento das famílias e ao aumento do custo do serviço da dívida. Também apontou estímulo ao capital especulativo em detrimento do setor produtivo.

Centrais sindicais avaliaram que a redução não foi suficiente para aliviar a pressão sobre a renda da população. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e a Força Sindical destacaram o impacto da política de juros elevados sobre o custo do crédito, o consumo, a geração de empregos e o crescimento econômico. Ambas relacionaram o cenário à elevação do endividamento das famílias.

Apesar das diferenças setoriais, as organizações consultadas convergem na avaliação de que há espaço para cortes mais rápidos da taxa básica de juros. Em comum, indicam que a Selic em patamar ainda alto restringe o crédito, desestimula investimentos e limita a expansão da atividade econômica.

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