O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para reajustes salariais de diferentes categorias, avançou 0,65% em maio. Com isso, o indicador acumulou alta de 4,42% nos últimos 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mês, os preços dos alimentos subiram 1,33%, enquanto os itens não alimentícios tiveram aumento de 0,43%.
O INPC é acompanhado de perto porque costuma servir de base para correções de renda ao longo do ano. O salário mínimo, por exemplo, considera a inflação de novembro em seu cálculo. Já o seguro-desemprego, o teto do INSS e benefícios acima do piso nacional são reajustados com base no acumulado até dezembro.
O IBGE também informou o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação oficial do país. Em maio, o IPCA ficou em 0,58% e somou 4,72% em 12 meses.
A principal diferença entre os dois índices está no público pesquisado. O INPC acompanha a inflação das famílias com renda de um a cinco salários mínimos. O IPCA, por sua vez, abrange lares com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621.
Segundo o IBGE, o INPC busca preservar o poder de compra dos salários ao medir as variações de preços da cesta de consumo da população assalariada de menor renda.
Na composição do índice, os grupos de produtos têm pesos diferentes. No INPC, a alimentação responde por cerca de 25% da conta, percentual superior ao do IPCA, em torno de 21%, já que famílias de renda mais baixa destinam parte maior do orçamento à comida. Em contrapartida, passagens aéreas têm peso menor no INPC do que no IPCA.
A pesquisa de preços é realizada em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Também são incluídas Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.




