O comércio brasileiro registrou queda de 1,5% entre março e abril, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a primeira retração após três meses seguidos de alta e o pior desempenho desde junho de 2022, quando o setor havia recuado 2,8%.
A principal influência veio da redução nas vendas de combustíveis. No total, seis dos oito grupos pesquisados apresentaram resultado negativo no período. O avanço dos preços dos combustíveis, pressionados pelo conflito no Oriente Médio, continuou afetando o desempenho do setor em abril.
Na comparação com abril de 2025, o comércio cresceu 1%. No acumulado de 12 meses, a alta é de 1,5%. Já a média móvel trimestral ficou estável.
Com o resultado de abril, o varejo ficou 1,5% abaixo do maior nível da série histórica, alcançado em março de 2026.
Entre as atividades que mais caíram no mês estão combustíveis e lubrificantes, com recuo de 6,2%, outros artigos de uso pessoal e doméstico, com queda de 4,6%, e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que recuaram 4,5%.
Também houve retração em móveis e eletrodomésticos, de 0,8%, e em tecidos, vestuário e calçados, além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, ambos com queda de 0,1%.
Do lado positivo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançaram 1,3%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria cresceram 1,1%.
Esse primeiro grupo tem o maior peso na pesquisa e responde por 56,6% do comércio nacional.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve queda de 0,7% na comparação com março. Em 12 meses, esse segmento acumula alta de 1,8%.
A divulgação do comércio completa a sequência dos principais indicadores mensais do IBGE. Nos últimos dias, o instituto informou alta de 0,7% na indústria, no quarto resultado positivo seguido, e crescimento de 1,2% nos serviços, que voltaram a subir após seis meses.




